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A regra dos cinco segundos do alimento no chão: mito ou verdade?

Um tema que persiste na cultura popular: é seguro comer alimentos que caem no chão se os pegarmos rapidamente? A conhecida “regra dos cinco segundos”, uma prática que foi objeto de debates e até projetos científicos, divide opiniões entre aqueles que a consideram válida e aqueles que a veem como um mero mito.

Por Comando da Notícia

16/05/2024 às 14:27:51 - Atualizado h√°
Foto: Kit Lanche

Um tema que persiste na cultura popular: é seguro comer alimentos que caem no chão se os pegarmos rapidamente? A conhecida “regra dos cinco segundos”, uma prática que foi objeto de debates e até projetos científicos, divide opiniões entre aqueles que a consideram válida e aqueles que a veem como um mero mito. Mas a ciência ofereceu respostas mais concretas sobre essa intrigante questão.

O que é a regra dos cinco segundos? Basicamente, consiste em que se um alimento cair no chão e passar menos de cinco segundos em contato com o solo, pode ser comido sem ter qualquer consequência para a saúde.

Donald Schaffner, cientista alimentar da Universidade de Rutgers, realizou um estudo sobre essa regra para identificar se é real ou apenas um mito urbano. Os resultados foram publicados na revista Applied and Environmental Microbiology.

Para analisar essa regra popular, foram considerados diferentes fatores: mais de uma superfície (aço inoxidável, azulejos de cerâmica, madeira e tapetes), mais de um alimento (melancia, pão, pão com manteiga e gomas) e foram tomados valores de diferentes tempos (menos de um segundo, cinco segundos; 30 e 300).

A pesquisa destaca a importância de entender a rapidez com que as bactérias podem contaminar os alimentos assim que tocam o chão. Contrariamente à crença popular de que existe um período seguro para recolher a comida do chão, as evidências deste estudo sugerem que a transferência de bactérias pode começar em menos de um segundo, independentemente da rapidez com que agimos. É um efeito instantâneo que não pode ser evitado.

Essas informações enfatizam que fatores como a umidade do alimento, o tipo de superfície em que cai e o tempo que permanece em contato com ela são críticos para determinar o nível de contaminação cruzada. Quanto mais tempo no chão, maior a quantidade de bactérias, assim como quanto mais úmido for.

Quanto às superfícies, os tapetes demonstraram transferir menos bactérias do que um azulejo de cerâmica ou aço inoxidável. No entanto, ter todo o piso de uma casa com tapetes não significa uma contaminação nula.

Os estudos realizados por Schaffner e sua aluna, Robyn Miranda, revelam que alimentos como a melancia coletaram mais bactérias do que aqueles mais secos, como o pão ou as gomas.

Além da simples queda dos alimentos, a pesquisa também evidencia o quão fácil é a transferência bacteriana no ambiente de uma cozinha. Seja através das mãos ou ao usar a mesma tábua de cortar para diferentes alimentos, sem uma limpeza adequada entre os usos.

No entanto, além das evidências científicas, a regra dos cinco segundos parece persistir, embora mais como um fenômeno psicológico do que microbiológico. Fornece uma desculpa socialmente aceitável para agir de uma maneira que normalmente seria considerada inadequada.

Schaffner, por sua vez, na mídia oficial da Universidade de Rutgers, chegou à conclusão de que “a regra dos cinco segundos é uma simplificação excessiva do que realmente acontece quando as bactérias são transferidas de uma superfície para os alimentos. As bactérias podem contaminar instantaneamente”.

Além dos resultados do estudo e dos fatores mencionados, se o chão estiver bem limpo e o sistema imunológico estiver saudável, não deveria haver complicações em comer alimentos que estiveram menos de cinco segundos no chão. “Noventa e nove por cento das vezes, provavelmente, é seguro”, afirmou o cientista alimentar à National Geographic.

Fonte: GAZETA BRASIL
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