As ações deverão ser protocoladas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na próxima semana, a mesma em que Lula desembarca em Brasília para dar início, na prática, à transição de governo. Nesta quinta-feira (3), o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), reuniu-se com o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, em um encontro considerado pacífico e amistoso.
Fontes do PT, porém, julgam ser necessária a apresentação de mais duas ações após o resultado das urnas. A avaliação é de que não há garantias de que no governo Lula possa haver mais manifestações pelas ruas semelhantes as que ocorreram nesta semana no país.
As ações se juntarão a outras quatro apresentadas ainda durante a campanha e que também tem potencial de levar Bolsonaro a inelegibilidade:
De todas elas, a leitura na campanha é de que as duas novas ações são as que têm mais potencial de avançar ou pelo menos permanecer como algo que a Justiça possa ter em mãos para ser aplicada, a depender dos movimentos de Bolsonaro e dos bolsonaristas, nos próximos quatro anos.
Ministros de Cortes superiores com quem a CNN conversou apontam que ações eleitorais, e não criminais, são as que têm maior potencial de avançar contra Bolsonaro quando ele deixar a Presidência. Há uma percepção de que qualquer avanço de processos criminais contra Bolsonaro que possam, por exemplo, levar à sua prisão poderá inflamar o país. Tanto que no Supremo Tribunal Federal (STF) discute-se a possibilidade de, após Bolsonaro perder o foro, os processos serem mantidos na Corte sob controle e não baixarem à primeira instância.
Procurados, a Secretaria Especial de Comunicação Social, Eduardo Bolsonaro, Carla Zambelli e Nikolas Ferreira não se manifestaram.
Este conteúdo foi originalmente publicado em Campanha de Lula prepara ações para tornar Bolsonaro inelegível no site CNN Brasil.